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Cultura Pop para crianças

A maioria das pessoas relaciona a palavra educação a algo estritamente erudito e tradicional e é tentando quebrar esse paradigma que vou indicar alguns títulos que mostram a cultura pop não apenas como entretenimento mas também uma boa fonte de conhecimento e valores. Então aqui vão algumas dicas de alguns livros que conseguiram traduzir esse universo para os pequenos:

1. Rock para pequenos 

O livro nasceu da união entre duas paixões: rock e crianças. Sem muita firula, com textos diretos e ilustrações coloridas, o livro apresenta para os pequenos esse incrível mundo do rock e alguns dos seus ícones.

sabendo  como é difícil ensinar bons hábitos/maneiras para as crianças, e por isso usou a tática de mostrar os ídolos como bons exemplos. Assim, Hendrix incentiva a escovação dos dentes, Elvis recomenda cabelos bem penteados e Bowie mostra a importância de respeitar as diferenças.

 

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O encanto visual de “Rock Para Pequenos” é fornecido pelo traço do ilustrador mineiro Lucas Dutra. Ele deu vida e cores aos ídolos escolhidos pela autora, acrescentando detalhes que certamente vão agradar os pais roqueiros, que não resistirão a dar uma boa espiada no livro dos filhos. Eles vão curtir a caricatura estilosa do Joey Ramone, os detalhes na roupa do Steve Harris (camiseta do West Ham!) ou o cuidado de retratar o Chuck Berry com o modelo exato de guitarra que ele usa.

“Rock Para Pequenos: Um Livro Ilustrado Para Futuros Roqueiros” é o primeiro lançamento de literatura infantojuvenil da Edições Ideal. A temática relacionada ao universo do rock and roll vem para honrar a vocação e o direcionamento da editora, mostrando que a tradição dos bons sons pode ser cultivada desde o berço.

 

2. Cinema para pequenos 

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Depois de enfrentar Lorde Voldemort, Harry Potter luta contra o bullying em “Cinema para Pequenos: Um Livro Ilustrado para FuturosCinéfilos”, segundo livro da dupla Laura Macoriello e Lucas Dutra, autores de “Rock Para Pequenos”

“Harry é um aprendiz de bruxo, usa óculos e é muito atrapalhado, mas isso não importa, pois ele ainda será um grande bruxo!”, escreve a autora no texto de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Como em “Rock Para Pequenos”, Macoriello recorre aos ídolos da cultura pop para ensinar hábitos saudáveis, conviver com as diferenças e exercer a cidadania.

Além do bruxo da série de J.K. Rowling, Jack Sparrow (de”Piratas do Caribe ) mostra como a conversa é a melhor saída para os problemas. Neo (Matrix” ), senhor Miyagi (Karate Kid” ), Indiana Jones (“Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida ), Ferris Bueller (Curtindo a Vida Adoidado ), Coringa (Batman ), Doutor Emmett Brown (De Volta para o Futuro ) e Benjamim (“O Palhaço ) também estão no livro.

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3. Pop art:

 

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Um mundo repleto de cores, formas, texturas e sentimentos. Esse é o cenário do livro-brinquedo, Onde Está o Urso da Amizade?, de Romero Britto. Em sua primeira obra infantil, lançada no Brasil, ele já lançou o livro My Alphabet Playbook nos Estados Unidos, o artista plástico pernambucano convida às crianças a viajar a partir de seus traços multicoloridos.

espero que tenham gostado das dicas ,até mais!

 

Bom dia todas as cores!

Publicado pela primeira vez em 1976, é uma das minhas histórias infantis  favoritos pois foi a partir dele durante a minha alfabetização que despertou a minha paixão pelos livros isso por sua  qualidade lírica e pela simplicidade de sua escrita. Ao utilizar-se de um Camaleão para trabalhar com cores a autora fora muito feliz, produzindo um texto que explora o variar de cores do réptil (e lhe atribuindo cores que não são vistas no mundo real, inclusive duas cores ao mesmo tempo) de maneira lúdica e de fácil compreensão. Logo na primeira estrofe do conto Ruth nos determina o que é o Camaleão: nosso amigo. Este detalhe traz um certo ar de humanidade ao personagem, criando um laço simples com a história. Na estrofe seguinte, ao dizer que “o camaleão mudou sua cor para cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas”, fica implícita uma questão de gênero interessante de ser trabalhada. O Autor deste artigo é docente na educação infantil e encontra-se no dever de relatar um fato acontecido quando o contar do texto encontrava-se no parágrafo descrito acima. Um menino de 5 anos questionou que “se ele é um camaleão menino, deveria gostar de azul, não de rosa, que é cor de menina”. Trabalhou-se posteriormente com as crianças da sala o que seriam coisas de menino e de menina, e percebeu-se que desde muito cedo as crianças estão sendo doutrinadas a aceitar um estereótipo do gênero. Baseado neste pensamento, o autor, possuidor de uma camiseta rosa com temática da Pedagogia, resolvera experiênciar o que se sucederia ao quebrar o paradigma dominante de gênero. A cena fora mais que tragédia: o menino que relatara ser cor-de-rosa cor feminina ao ver o professor com uma camiseta rosa imediatamente exclamou: “o professor virou menina!” ao que fora então questionado se o professor havia perdido traços físicos masculinos, como a barba, os pêlos nas pernas e o tom de voz. A resposta fora igualmente cômica: “não perdeu mas vai perder”.
É perceptível que a autora tenha deixado esta frase de propósito. O Trabalho com gênero na educação infantil constitui-se de importância grande, tanto quanto a autonomia e a afetividade. Mas embora os professores da EI tentem fazer com que se produzam novas compreensões de gênero por parte das crianças há uma resistência muito grande dos pais a qualquer comportamento considerado inadequado para o gênero. Um menino não pode brincar de boneca e uma menina não pode brincar de carrinho; se brinca, há algo errado, se são estimulados a brincar, reagem dizendo que não são coisas de seu gênero.

Na página seguinte (07) a frase “quero ser bonzinho para todo mundo” também traz um contexto de interpretações grande. Ao ler pela primeira vez, o autor deduziu que nem sempre o camaleão era bom; algumas vezes poderia agir maleficamente, outras com bondade. Relendo o texto percebe-se que a noção de bondade que se perpetua nele é a de que é bom quem faz tudo o que os outros querem – noção esta asseverada nas páginas 10, 14 e 18, páginas em que o camaleão troca de cor ao ser questionado. Se a autora não tivesse conhecimento pedagógico e soubesse ser este um problema muito comum na juventude (pensar por si mesmo, tomar as próprias decisões, não se deixar influenciar) teria parido uma das piores histórias para a infância… pelo contrário, ela desenrola boas frases no porvir literário:

…por mais que a gente se esforce, não consegue agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo…

construindo assim um final que assevera a autonomia da criança, o dizer não como expor a sua própria opinião, expor suas ideias e fazer o que lhe convém (página 35 do livro). Um final simples mas que contrasta com tudo o que o camaleão fez durante o conto, em que estava subjugando-se ao gosto dos amigos em detrimento à usar a cor que achava a mais linda do mundo. Percebe-se também que o final deixa subentendido que o camaleão não sabia dizer não conscientemente, pois na frase “bastava que alguém falasse, mudava de opinião” fica claro a influência da opinião do outro, o que contrasta com a frase “eu gosto dos bons conselhos, mas faço o que me convém” na qual se divisaria uma ponta de julgamento antes de se aceitar a opinião do outro.
O Professor tem muito o que explorar neste conto, como o gênero, a autonomia e algumas frases que durante o texto podem suscitar comentários, como “você devia fazer o que a natureza ensina” (pg. 17), que é uma boa deixa para trabalhar com a natureza e “porquê você não usa uma cor mais avançada?” para trabalhar o velho e o novo. Um bom conto, sem muitos detalhes a nos entristecer, e que tem boa repercussão entre os educadores.

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Ler estorinhas para a criança favorece o desenvolvimento da linguagem oral e da compreensão auditiva Além disso, as narrativas também estimulam a imaginação e a criatividade – e incentivam os pequenos a se tornar grandes leitores no futuro! Para isso, porém, a leitura deve ser feita diariamente.Descubra, a seguir, com as dicas da especialista, o que ler para cada faixa etária.

DESDE CEDO

  • Na barriga

O importante, nessa fase, é que o bebê escute a sua voz e a do pai. O conteúdo deve ser leve e pronunciado com uma voz suave e baixa.

Sugestão:

Um girassol que não gosta de sol vive em um lindo campo todo florido. Esta história comovente é cheia de ação e drama.

Serviço: Editora Brasiliense, R$ 31,00

  • De 0 a  6 MESES

Nessa fase, leia histórias leves e com final feliz. É importante que os livros tenham muitos desenhos, cores e texturas, que chamam a atenção da criança. Modelos de banho e de tecidos são ideais para essa idade. “Ler contos de fadas e cantar músicas infantis para a criança também é essencial”, diz Telma.

Sugestão:

Plim, o Pinguim – Livro de banho, bem colorido, conta a história de um pinguim, que, assim como o livro, adora ser molhado e lavado!

Serviço: Editora Salamandra, R$ 27,90

 

  • De 6 meses a 1 ano

Continue com livros de tecido e de banho e ajude a criança a saborear a história. Antes que ela consiga ler sozinha, ensine-a a folhear os livros, interpretar as imagens, inventar histórias e acompanhar a leitura realizada por alguém mais experiente.

Sugestão:

Meus Carrinhos – Este livro de tecido traz cinco veículos para encaixar em suas abas. Os meninos vão adorar, além de aprender sobre as cores e diferentes formas.

Serviço: Editora Salamandra, R$ 43,90

  • De 1 a 2 anos

Nessa fase, você já pode oferecer livros maiores, mas ainda cheios de figuras, com pouquíssimo texto.

Lembre: leia sempre junto com seu filho e continue investindo em histórias leves e divertidas.

Sugestão:

Macaco Danado – Nesta historinha, uma borboleta e um macaquinho saem em busca da mamãe macaca. A obra trabalha bastante com a descrição dos personagens e incentiva a imaginação das crianças.

Serviço: Editora Brinque Book, R$ 30,50

 

  • De 2 a 3 anos

Nessa fase, a criança fará mais perguntas e começará a interagir com as histórias. A leitura vai ajudá-la a aprender palavras novas e a se comunicar. Agora, ela também seguirá, mais fixamente, a leitura, por isso, leia devagar e explique o que julgar necessário.

Mas lembre: Leia as histórias respeitando a estrutura narrativa, ou seja, não infantilize o texto nem use recursos da linguagem oral, como ‘aí o príncipe, e aí a rainha, e aí então o rei.

Sugestão:

Conta a história de Bibi, que nunca tinha cortado o cabelo. Só que ele acabou crescendo e virando um cabelão e atrapalhando a vida da garota. Foi aí que ela tomou uma importante decisão: cortá-lo! O livro estimula o amadurecimento das crianças.

Serviço: Editora Scipione, R$ 25,90

 

FONTE:

 Bebê.com.br

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4 dicas super criativas para organizar os livros da criançada

Quem nunca teve a vontade de montar uma biblioteca particular para a criançada? partindo dessa ideia separei algumas dicas de como organizar os livros de um modo criativo e sustentável  espero que gostem!

1. Sabe aquele porta-tempero de madeira  que tal dá uma nova utilidade ?

Olha como fica lindo!

2. Os caixotes de madeiras ,pintadas e fixadas na parede se transforma num charmosa estante!

3. Essa ideia é para as revistas e gibis da criançada: garrafas pet cortada e pregada num fundo de um caixote e fixada numa parede.sensacional!

4. Esta ideia  é para as revistas e gibis e é muito simples é só usar um varal e pegadores coloridos e pronto!

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Chapeuzinho amarelo de Chico Buarque

Branca de Neve, Cinderela, Pinochio  mas você conhece  os clássicos da literatura infantil brasileiro ? se não confira a lista a seguir e descubra quais títulos são fundamentais para as crianças!

1.Reinações de Narizinho – Monteiro Lobato

2.A bolsa amarela – Lygia Bojunga

3. Chapeuzinho Amarelo – Chico Buarque

4. A Operação do Tio Onofre- Tatiana Belinky

5. Bisa Bia Bisa Bel – Ana Maria Machado

6.A Arca de Noé – Vinícius de Moraes

7.Lúcia Já-Vou-Indo –Maria Heloísa Penteado

8.O Gênio do Crime- João Carlos Marinho

9.Xisto no Espaço- Lúcia Machado de Almeida

10.Marcelo, Marmelo, Martelo- Ruth Rocha

A bruxinha atrapalhada ,de Eva Funari

11.A Bruxinha Atrapalhada-Eva Furnari

12.Uni Duni Tê – Angela Lago

13.O Fantástico Mistério da Feiurinha – Pedro Bandeira

14.Pluft, o Fantasminha- Maria Clara Machado

15.A Fada Que Tinha Ideias – Fernanda Lopes de Ameida

16.A Vida íntima de Laura – Clarice Lispector

17.Ou Isto ou Aquilo –Cecília Meireles

18.O Vovô Fugiu de Casa – Sérgio Caparrelli

19.Tonzeca, O Calhambeque – Camilla Cerqueira Cesar

20.A Vaca Proibida – Edy Lima

A vida íntima de Laura, de Clarice Lispector

21.O Menino Mágico – Rachel de Queiroz

22.Uma ideia toda azul – Marina Colasanti

23. A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda – Sylvia orthof

24. O Menino Maluquinho – Ziraldo

25. Poemas Para Brincar – José Paulo Paes

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‘Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro estava esse céu(…)

‘Como nasceram as estrelas’ de  Clarice Lispector é uma coletânea de doze contos onde a autora busca dialogar com  o pequeno leitor sobre as  lendas e histórias de personagens do folclore brasileiro, como o Curupira e o Saci-Pererê. Para cada mês do ano, Clarice revela uma lenda ou conto que retrata cenários e tradições característicos da cultura brasileira.  Esse trecho acima é da estória que dá nome ao título do livro conta como, em uma aldeia, travessos curumins deram origem a gordas estrelas brilhantes. Esse   mês do folclore é uma ótima oportunidade de apresentar o universo fantástico das lendas brasileiras aos pequenos,aproveite !

Confiram um trechinho do conto:

‘(…)Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta — eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os gatinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.(…)

Autor: Clarice Lispector

Editora: Rocco

Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Crianças 8-11 Anos

 

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