Cena do filme Cinema Paradiso

Clube do filme

Cena do filme Cinema Paradiso

Ir ao cinema ou assistir um filme em casa é um programa super divertido ,mas além de entretimento os filmes  desloca nosso olhar e oferece outra perspectiva, além das que nos são transmitidas pela família, pela escola e por outras mídias. Um exemplo disso pode ser o relato do livro “ Clube do filme” onde  o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio, diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o escritor e crítico de cinema David Gilmour  faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está “perdido”, formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema. Essas sessões os mantinham em constante diálogo – sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade -, e abriam as portas para o universo interior do adolescente, num momento em que os pais geralmente as encontram fechadas.

Ninguém precisa chegar esse extremo de tirar a criança da escola , mas a ideia de fazer o cinema um aliado na educação é fantástica!A experiência do cinema envolve sentidos  como visão,audição e a emoção, a identificação gerada nas estórias é um pontapé para conversas e paralelos com a realidade que o circunda os tornando exemplos e criando valores. Um exercício que pode ser realizado em casa por exemplo é a criação de uma espécie de cineclube : Reúna a criançada ,faça uma seleção de filmes ( realizando sessão temáticas por exemplo: princesas,super heróis , filmes infantis brasileiros etc) e após as sessões discutam com elas sobre os temas apresentada, pergunte sobre alguns detalhes da estória ,a opinião dela sobre o filme, desperte o senso e o olhar crítico das crianças. Clássico, cult ou popular, é sempre você quem decide. Como existem filmes e filmes, esse exercício pode variar em grau de dificuldade. Os mais artísticos tendem a driblar esses preconceitos sensoriais, propondo uma forma ainda mais inovadora de interpretar a realidade. Os mais comerciais costumam seguir a trilha já traçada e, portanto, mais óbvia. Isso não significa, porém, que apenas clássicos e aclamados pela crítica ofereçam uma vivência interessante. Pode-se dizer até que, quanto mais prazerosa for a relação com o filme, mais educativo ele fica. Pois só quando nos envolvemos de fato e assistimos com gosto que despertamos os nossos sentidos e até um real senso crítico,então alterne entre os estilos. Então fica a dica reúna primos,vizinhos,sobrinhos e monte seu cineclube e veja que as sessões vão ser um sucesso!

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